quinta-feira, 5 de março de 2026

A PARÁBOLA DO RICO E DO LÁZARO: TANTO O ABISMO COMO O PARAÍSO SÃO PRODUZIDOS ANTES DA MORTE.

Jesus fez um alerta quando tratarmos o outro com indiferença. Todos os dias o rico comia regaladamente em sua mesa enquanto Lázaro com fome pedia comida à sua porta. O pecado do rico é não ver o próximo como um irmão. Perde a identidade quem reduz o outro a nada. Por isso, o rico não tem nome.
Esse rico fez um treino diário da indiferença, criou distância, criou abismo entre ele e Lázaro.
“O abismo foi cavado todos os dias entre a mesa do rico e a fome do Lazaro que estava a porta.” Pe.Fábio Marinho
Jesus então ao mostrar a cena após a morte dos dois, deixa o alerta da indiferença mais gritante. Abraão fala para o rico “há um abismo entre nós e vós”. O rico se vê agora clamando para estar junto a mesa do paraíso. Agora é ele quem clama. Mas não é atendido, pois recebeu como galardão por sua indiferença, um abismo. O mesmo abismo que em vida ele criou para distanciar Lázaro.
Tanto o abismo como o paraíso é produzido antes da morte.
O leproso, o faminto, o necessitado estão sempre visível diante de nós. Porém quando agimos como senão tivéssemos visto, estamos cavando nosso próprio abismo. Temos que tomar cuidado para não tornarmos nosso próximo invisível. A eternidade nos aguarda ou com o inferno que você produziu ou com o paraíso.
Quem tem ouvidos que ouça…
FernandoRomero.

terça-feira, 3 de março de 2026

UMA GERAÇÃO QUE PEDE SINAIS, MAS DEUS QUER ESCUTA

“⁴Uma geração má e adúltera pede um sinal, e nenhum sinal lhe será dado, senão o sinal do profeta Jonas. E, deixando-os, retirou-se.”
Mateus 16:4
Jesus sempre era interpelado por uma pergunta: que sinal o Senhor nos dá?
A resposta de Jesus é significativa: “nenhum sinal será dado, senão o sinal do profeta Jonas”.
Porque Jesus cita Jonas? Jonas pregou uma mensagem de uma frase só para os ninivitas:
“ em quarenta dias Nínive será destruída”.
Os ninivitas ouviram Deus e todos eles se arrependeram desde o rei ao mais pequenino do povo.
Nínive se converte com uma frase. Ouviram Jonas e se arrependeram. Os ninivitas era um povo pagão mas ouviram. Jesus cita essa exemplo para contrastar sua geração que tinha muita revelação das escrituras mas queria sinal para crer. O que Jesus está pedindo é que eles como os ninivitas escutem. Que dê ouvidos. Sua geração não quer ouvir, requer sinal.
Paulo atento a isso escreve “a fé vem pelo ouvir a palavra de Deus”.
Jesus sempre terminava suas parábolas com a frase “quem tem ouvidos que ouça”.
Nossa geração não é diferente de Jesus, quer sinais mas não quer escutar. Querem o espetáculo. Deus mora na escuta e não no espetáculo.
FernandoRomero

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

CUIDADO: TUBARÃO ADORA SANGUE

“A gente tem que ter atenção perto de quem a gente sangra”. Andréia Vermont
Essa fala da psicanalista Andréia Vermont me fez lembrar o salmos 42 onde relata a história da corsa. A corsa quando está ferida ela procura fugir dos predadores buscando água. Pois a água lava o cheiro do sangue. Sangue atrai predadores.
Temos que ter cuidado em quem confiamos nossas feridas e nossas dores, para não ser usado contra nós mesmos, por aqueles que chamamos de amigo. Provar um amigo leva tempo. Às vezes você está alimentando tubarões. Um amigo de verdade nunca vai usar contra você suas dores pois isto é ser perverso. Um amigo vai se portar como o bom samaritano: cuida suas feridas com azeite e vinho. Conviver com alguém perverso é fazer suas feridas sangrar o tempo todo.
Deus nos dá uma lição linda de como agir com pessoas assim. Moisés ao se aproximar da sarça ardente, ouviu de Deus: “Tira as sandálias dos pés pois este lugar que você pisa é santo”.
É por limites. Guarda sua sujeira, sua perversidade pra você. Se quiser minha amizade tira suas sandálias pois não quero suas sujeiras arrastada para dentro do meu ser. Se protege de tubarões quem põe limites no outro.
Muito atenção para sangrar… prove seus amigos
FernandoRomero

SUA TEOLOGIA TEM TECIDO SUFICIENTE PRA VESTIR A VIDA DE QUEM SOFRE?

“Tem teologias que precisam ser refeitas pra dar conta da vida.Como uma roupa curta que expõe mais do que protege, certas interpretações deixam as pessoas vulneráveis e ainda as culpam por não servirem nela”
Alan Gentil
Não tem nada demais estudar teologia, mas é preciso se perguntar se o tecido dessa teologia que você se desbruçs veste a vida de quem sofre. O apóstolo João disse isso de outra forma:
“Filhinhos, não amemos de palavras nem de boca, mas sim de atitudes e em verdade.” O João 3.18
Renata Arruda é acertiva quando diz: “Aprendi a desconfiar do belo sermão. Já não me contento com isso, hoje busco mais intensamente a difícil costura entre discurso e prática, a vida como argumento.”
Quando Jesus foi perguntado sobre o tecido do que pregava ele respondeu: “amai o teu próximo como a ti mesmo.” Jesus ensinou que Deus não é expressado no substantivo: “Deus é amor”. mas que Deus é o verbo: “Deus é amar”. No substantivo você senta e espera ser amado. Mas no verbo você prática amar. E exercitar o amor não é fácil.
Amar é teologia que veste a vida de quem sofre, pois amor não pergunta quem merece mas quem precisa dele. Praticar Deus como Verbo é por as mãos nas feridas de quem está caído no nosso caminho e tratar com azeite e vinho. É esse o tecido do evangelho: vestir a vida.
FernandoRomero

VOCÊ SABE O QUE É DIÁLOGO ?

Diálogo é uma palavra grega “duo-logos” que significa “duas razões”. Portanto dialogar é ouvir dois pontos de vista. Não existe diálogo quando um já se considera certo em detrimento do outro.
O teólogo Leonardo Boff afirma “todo ponto de vista é a vista de um ponto”. É preciso ouvir a razão do outro e também por a sua razão.
“A cabeça pensa a partir de onde os pés pisam.” Leonardo Boff
Sua razão é formada pelo contexto social que você vive. Dessa forma, a graça do dialogar é colocar-se diante do outro na escuta. Sempre crescemos quando também apreciamos a razão do outro. Sendo assim, o diálogo deve ser feita sem ódio e contenda.
“O seu falar seja sempre agradável e temperado com sal, para que saibam como responder a cada um”. Colossenses 4.6
Respeitar a razão ou o ponto de vista do outro é ser perfeito:
“Todos tropeçamos de muitas maneiras. Se alguém não tropeça no falar, tal homem é perfeito, sendo também capaz de dominar todo o seu corpo.” Tiago 3.2
Se porta de forma insensata quem desconsidera a razão do outro:
“Quem responde antes de ouvir
comete insensatez e passa vergonha.” Provérbios 18.13
O poder do diálogo salva vidas:
“Dialogue sempre, pois o diálogo tem o poder de evitar e até cessar guerras, que a ignorância e a intransigência causou.”
Boldane A. Cordeiro
FernandoRomero

A BELEZA DO FRACASSO

O fracasso te aproxima do Divino.
“E respondendo Simão, disse-lhe: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos; mas, sobre a tua palavra, lançarei a rede.” Lucas 5.5
O fracasso é Deus te devolvendo para você. É se re-conhecer que somos pó, finitos e temos limites. Temos por costume glorificar o sucesso e as metas conseguidas. O fracasso é uma ruptura.
Quando se vemos doente valorizamos a saúde e a força que até então era naturalizada. Quando não conseguimos uma meta nos deparamos com a realidade que somos vencíveis. Pedro pescou uma noite toda e não pegou nada. Mais eis que no fracasso o Senhor aparece e diz “joga a rede para o outro lado do barco”. E as redes quase se romperam de tantos peixes. Fracasso é outro lado do barco. É no fracasso que Deus passa por nós, porque você se aproxima do divino.
Fracasso é você se entregar completamente ao Pai celestial porque com suas próprias forças não consegue caminhar. Jesus ficou tão fraco e desfigurado da sua força na cruz que orou: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito.” Há uma força descomunal em reconhecer que fracassou. O fracasso tira a arrogância, o orgulho. O fracasso de devolve você. E te mostrar que se reinventar, se levantar das quedas te deixa mais forte que outrora. Eis a beleza do fracasso, porque ele é paradoxal. Você tira forças da fraqueza. E o poder de Deus passa pelo seu fracasso.
Albert Einsten afirmou: “O fracasso é o sucesso em progresso.”
O fracasso tem beleza própria e te convida a humildade. “O fracasso é um convite a humildade ”. Alan Gentil

FernandoRomero

ABORTO: SACRIFÍCIO DE CRIANÇAS AO dEUS MOLOQUE DISFARÇADO DE SAÚDE PÚBLICA.

Antigamente aproximadamente 1.900 a.c, crianças eram jogadas na fogueira em sacrifício para a divindade Moloque. O choro e os gritos das crianças queimadas vivas eram celebrado como adoração. Posteriormente, para disfarçar os gritos de aflição, foi feito uma estátua de aproximadamente 3m com o peito de homem e cabeça de touro; se abria o peito e por dentro da estátua tinha uma fornalha onde os bebês eram jogados vivos, então se fechava o peito. Para abafar os gritos eram usados muito instrumentos musicais celebrando Moloque.
Assim como a fogueira ganhou a sofisticação da estátua, o aborto é essa nova roupagem. Hoje as fornalhas ao deus Moloque é o útero. Tudo parece bem porque não precisa disfarçar os gritos dos bebês. É validado por roupas médicas e por leis que disfarçam sacrifícios horrendos em nome de saúde pública.
Sofisticaram e deram uma nova roupagem; tentam legitimar a morte de bebês indefesos. Lógico que há casos que sim é preciso abortar quando se põe em risco a vida da mãe. Porém, hoje estou focando a banalização da morte e a blasfêmia contra a vida.
É preciso muito cuidado com as novas roupagens sutis que são implementadas. O aborto é esse sacrifício de jogar crianças na fogueira e dentro de uma estátua que escondia uma fornalha.
Útero deve ser portal da vida em vez de ser ventre de Moloque.
FernandoRomero