Algoritmo classifica as pessoas e excluem outras.
O algoritmo, por definição, vive de filtragem, rotulagem e segregação. Ele precisa categorizar para incluir ou descartar, criando bolhas de iguais e isolando o que é considerado "ruído" ou "erro".
Quando transpomos isso para a dinâmica social e religiosa da época de Jesus, os fariseus operavam exatamente como um algoritmo de purificação social:
Se cumpre a lei pertence ao grupo X, então é digno da mesa. Se falha na métrica ou carrega o rótulo de "pecador", então é bloqueado e excluído do feed da comunhão.
Jesus sempre que estava a mesa enfrentava esse problema do algoritmo com os religiosos . Jesus se assentava com os pecadores.
A mesa de Jesus era o pesadelo do sistema porque ela quebrava o código. Ao se assentar com publicanos, prostitutas e marginalizados, Ele causava uma pane no sistema dos fariseus. Eles não conseguiam processar aquela imagem porque, na lógica deles, a santidade dependia do isolamento; em Jesus, a santidade se manifesta na aproximação.
E era acusado pelos fariseus: “este homem se assenta com pecadores”. Na verdade os fariseus estava dizendo: Jesus não pertence ao nosso algoritmo.
Na mesa de Jesus não pode ter algoritmo. Esse entra, esse não. Na mesa da comunhão real, não existe "critério de engajamento" ou "perfil verificado". O algoritmo calcula quem dá lucro ou quem valida o sistema; Jesus acolhe quem precisa de cura.
Porque ma mesa de Jesus o privilégio é nosso. Em Jesus não habita algoritmo de classificação. O convite é universal: “vinde todos”.
O "vinde a mim todos" é o oposto do funil de conversão digital. É a desconstrução de qualquer barreira que tente dizer quem pertence e quem fica de fora.
Feenando Romero