“Não vos esqueçais da hospitalidade, porque por ela alguns, não o sabendo, hospedaram anjos.” — Hebreus 13:2
A hospitalidade é uma fonte de riqueza que nos prepara para receber as “bênçãos dos anjos”. Quando uso o termo “anjo”, não me refiro necessariamente a seres celestiais, mas a pessoas que agem como verdadeiros anjos em nossas vidas. O anjo é o portador de algo que Deus lhe confiou; são servos daqueles que vão herdar a salvação, agindo ativamente a nosso favor.
Hoje, vivemos trancados em bolhas sociais, políticas e digitais. O algoritmo das redes sociais nos entrega apenas o que já gostamos e nos cerca de pessoas que pensam exatamente como nós. O “anjo”, no entanto, frequentemente está fora da nossa bolha.
Anjos são aqueles que nos trazem algo a que jamais teríamos acesso se eles não chegassem. A palavra grega original para anjo (ággelos) significa literalmente “mensageiro”. Portanto, qualquer pessoa que Deus envia para trazer uma resposta, um socorro, uma oportunidade de emprego ou um conselho que você não alcançaria sozinho, está agindo como um anjo na sua vida.
Mas esse acesso só se dá por meio da hospitalidade.
Muitas vezes, a resposta de Deus para a nossa vida vem através de alguém que não veste as roupas que aprovamos, não frequenta a nossa igreja ou não vota no nosso partido. Se fechamos a porta para o diferente, fechamos a porta para a nossa própria bênção.
A hospitalidade nos protege do empobrecimento, pois o outro pode nos conectar a muitas riquezas: um trabalho, um médico, um auxílio no momento de crise. A riqueza de Deus é descentralizada. Ele não deu todos os dons, talentos e recursos para uma única pessoa ou comunidade; Ele os espalhou pela humanidade. Quando praticamos a hospitalidade (que, no original, significa “amor aos estranhos”), nós nos conectamos a essa rede de generosidade divina.
Ser hospitaleiro não é apenas abrir a porta da casa física; é abrir a porta da própria existência para o inesperado de Deus.
Fernando Romero
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