Isaque estava envelhecido e já não enxergava bem. Diante disso, pediu que Esaú lhe preparasse um guisado para que, em seguida, o abençoasse. Rebeca, esposa de Isaque, ouviu a conversa, chamou seu filho Jacó e ordenou que ele trouxesse dois cabritos: um para que ela preparasse o prato favorito do marido — fingindo ser Esaú — e outro para usar o couro como uma túnica e luvas de pele.
Esse é um cenário perigoso e, infelizmente, constante. Precisamos ter muito cuidado com quem usa “luvas” à nossa mesa ou em nosso ciclo de amizades. Afinal, assim como aquele cabrito morreu para servir de disfarce, você também pode se tornar o alvo de uma caçada.
O significado das “luvas” nas relações
As luvas anulam a identidade e protegem as digitais. Quem as usa demonstra falta de tato genuíno nas reações e busca apenas sugar o que você tem a oferecer.
Quando Jacó cobriu os braços e as mãos com as peles do cabrito para se passar por Esaú (que era peludo), ele estava mascarando sua verdadeira essência para arrancar algo de extremo valor: a bênção da primogenitura.
No ciclo social, quem usa “luvas” age de forma cirúrgica:
Não deixa rastros: São pessoas estrategicamente misteriosas, que buscam saber tudo sobre a sua vida, mas nunca revelam nada sobre a delas. Protegem suas reais intenções a todo custo.
Cria barreiras invisíveis: Pessoas “de luvas” não sentem a sua dor. Elas apenas simulam o toque e o afeto para conseguir o que querem.
O interesse delas nunca será quem você é, mas sim o seu “guisado” — ou seja, o banquete, o status, o favor ou o benefício que você pode proporcionar.
Fernando Romero
Nenhum comentário:
Postar um comentário