quinta-feira, 20 de agosto de 2026

TENTAÇÃO É PERMITIR QUE A DÚVIDA ENTRE NAQUILO QUE DEUS JÁ AFIRMOU

Logo após ser batizado, Jesus ouviu uma voz dos céus: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo”. O significado profundo disso é claro: “Você é meu filho, e eu me alegro em ser seu Pai”. É a declaração eterna que somos filhos amados.

Ao ser levado ao deserto, Jesus ouve o diabo questionar: “Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães…”.
Jesus, porém, responde: “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus”.
E qual foi a palavra que havia acabado de sair da boca de Deus? “Você é meu filho amado, em quem me alegro”. Essa era a palavra!
O objetivo do diabo na tentação foi tentar colocar em dúvida essa afirmação através de um sussurro sutil: “Se tu és…”.
A tentação, portanto, consiste nas vozes que tentam semear dúvidas sobre aquilo que Deus já nos garantiu: nós somos filhos amados.
Deus fala diretamente ao nosso coração e à nossa identidade: “Você é meu filho amado”. Essa é a nossa âncora.
O inimigo “ruge como leão” (1 Pedro 5:8), ele apenas faz barulho ao nosso redor, mas não tem o poder real de alterar quem nós somos. Esse barulho serve unicamente para nos distrair da voz do Pai que ecoa por dentro.
Essas vozes usam rostos conhecidos — pessoas próximas, expectativas sociais, cobranças religiosas, familiares ou até pastores. Elas olham para as nossas circunstâncias difíceis (o nosso “deserto”) e questionam: “Se você é realmente filho de Deus, por que está passando por isso?”
Você é um filho amado e precisa se reconhecer nessa afirmação. Veja o exemplo de Marta e Maria ao mandarem chamar Jesus por causa de seu irmão doente. Elas não disseram “Lázaro, o homem que te serve” ou “Lázaro, aquele que te hospeda”. Elas disseram:
“Senhor, está enfermo aquele a quem amas.”
A identidade de Lázaro, mesmo no leito de morte, não estava baseada na sua saúde, na sua capacidade ou na sua utilidade, mas estritamente no amor que Jesus tinha por ele. Ele era o amado. A doença não mudou o amor de Jesus, e a morte também não o alterou.
FernandoRomero

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