domingo, 15 de fevereiro de 2026

O CASO DE ITUMBIARA: ASSASSINO VALIDADO POR UM SISTEMA PATRIARCAL

Um pai mata dois filhos e covardemente tira a própria vida. E o tribunal da internet o inocenta culpando sua mulher que supostamente o traía. Não meus amigos, esse pai não ama seus filhos como deixou escrito em uma carta, pois quem ama não mata horas depois de escrever. Quando ele culpa a mulher não é sobre adultério, é sobre posse e controle, ele pratica violência patriarcal. Mas ele amava a esposa e filhos? Não.
Ele amava a aparência e a performance. O que publicava nas redes sociais nunca foi amor, mas sim a imagem pública que ele projetou para ser aplaudido. Esse homem é assassino, único responsável por essa tragédia. Quando a mulher quis sair, isso feriu o papel que sustentava essa performance. Isso revela que por traz do “homem perfeito de família” das redes sociais, está um homem manipulador que exerce controle, e para alguém Narcisista perder o controle é se sentir diminuído, porque essa esposa ao deixá-lo tira o poder do tirano que ele é. Se nós assistimos ele matar duas crianças inocentes e se matar, o que essa mulher não passou entre quatro paredes? A vida acontece fora das redes sociais. Mas parte do Brasil legitimou a atitude dele culpando a mulher. Quem assim faz se torna assassino com esse covarde. Estão validando o sistema patriarcal machista.
Ele não matou por amor ou rejeição, até porque o amor não mata; ele matou para mostrar que é ele quem decide até o fim. Uma forma de dizer eu te controlo. Mata os filhos para dizer: se estes filhos não podem ser meus não vai ser de mais ninguém. Matou para continuar decidindo.
O mais cruel é que ele faz a transferência da culpa para a mulher. Ela vira a responsável pela tragédia, enquanto o verdadeiro agressor é perdoado por parte de brasileiros doentes. Deus nos livre desse povo do Deus, Pátria e família. Pois a maioria de quem legítima o assassino impiedoso pertence a essa ideologia dos infernos. Se é em nome de Deus, pátria e família vale matar…
A sociedade em vez de abraçar essa mulher despedaçada na sua alma, a escolhe como culpada. Ele decide fazer essa transferência porque não suportou perder o controle da situação. Esse homem chamado de homem de família, é um monstro; e quem o defende é porque talves o monstro que ele é se tornou um, com o monstro que muitos escondem dentro de si.
É como diz a música “Deus me proteja da maldade dessa gente boa”
FernandoRomero

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