Esse é um conselho de Jesus. O nosso chão deve ser: “Você é meu filho amado em quem me alegro”.
Essa frase, ecoou antes que Ele fizesse qualquer milagre.
A identidade e o amor do Pai vieram antes da performance. Ser validado por Deus como filho amado deve bastar.
No entanto, erramos gravemente quando buscamos a validação de terceiros:
Guardai-vos de fazer a vossa esmola diante dos homens, para serdes vistos por eles; aliás, não tendes galardão junto de vosso Pai, que está nos céus. Quando, pois, deres esmola, não faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que já têm o seu galardão. Mas, quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita;” — Mateus 6:1-3
Jesus é cirúrgico ao dizer que os hipócritas
“já receberam a sua recompensa”. O aplauso humano é uma recompensa imediata, curta, rasa e que evapora no segundo seguinte.
Quem vive disso contrai uma dívida inflacionada: precisa tocar a trombeta cada vez mais alto para continuar sendo notado, exigindo um esforço hercúleo para comprar uma satisfação cada vez menor.
Não é seguro de si quem necessita de aplausos.
Jesus traz esse ensinamento no Sermão da Montanha, Ele está oferecendo uma chave de libertação psicológica e espiritual. O antídoto que Ele receita logo em seguida é o secreto.
Fazer o bem sem que a mão esquerda saiba o que faz a direita é um exercício de desintoxicação do ego. É treinar a alma para repousar na certeza de que o olhar do Pai — silencioso, constante e amoroso — é perfeitamente suficiente.
FernandoRomero
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